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Vendas de imóveis novos em SP têm queda anual de 50,1% em setembro, aponta Secovi

As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo registraram queda de 50,1% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 1.392 unidades, segundo pesquisa do departamento de economia e estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

De acordo com o grupo, a forte oscilação em relação a 2014 deve-se à base de comparação, pois setembro foi o terceiro melhor mês em termos de vendas e lançamentos no ano passado. Em relação a agosto, houve baixa de 13,3%.

No acumulado do ano, foram comercializadas 13.698 unidades, com variação negativa de 4,7% comparado ao mesmo período de 2014. O período de 12 meses entre outubro de 2014 e setembro de 2015 totalizou 20.900 unidades vendidas, uma variação negativa de 5,4%.

O Valor Global de Vendas (VGV) no mês atingiu R$ 843,5 milhões, volume 45,2% inferior ao mês de setembro de 2014, quando somou R$ 1,5 bilhão. Contra o mês de agosto, houve elevação de 9,6%, referente à comercialização de R$ 769,7 milhões naquele mês. Ambos os valores atualizados pelo INCC-DI de setembro de 2015.

Com os dados apurados, o indicador Vendas sobre Oferta (VSO) de setembro ficou em 5%, índice que representa desempenho próximo à média do ano (janeiro a setembro) de 5,2%. No mês anterior, o indicador estava em 5,6%. O VSO de 12 meses registrou ligeira queda em setembro, passando de 42,9% em agosto deste ano para 41,7%.

A cidade de São Paulo encerrou o mês de setembro com uma oferta de 26.195 unidades disponíveis para venda, o menor volume deste ano, de acordo com o Secovi-SP. O maior nível de oferta de 2015 ocorreu em maio, quando haviam 28.118 unidades. Desde então, a pesquisa vem apontando queda nas unidades ofertadas não vendidas.

A oferta disponível é composta por imóveis na planta, em construção e prontos, lançados nos últimos 36 meses, de outubro de 2012 a setembro de 2015.

De acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), em setembro foram lançadas 1.057 unidades residenciais na capital paulista. Comparando com os resultados de agosto, houve uma queda de 39,9%, já que neste mês foram lançadas 1.760 unidades. Comparada ao mesmo mês do ano passado, com 4.106 unidades lançadas, a redução foi de 74,3%.

"É bom lembrar que, em 2014, tivemos Copa do Mundo e aprovação do novo Plano Diretor Estratégico, além de Eleições, fatores que contribuíram para incrementar o número de lançamentos nos últimos meses do ano", ressaltou Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

A entidade ressaltou que, no final de outubro, o governo anunciou novos valores para a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida, com diferentes limites para as cidades e parâmetros baseados no tamanho da população. Para a cidade de São Paulo, o limite do programa passará de R$ 190 mil para R$ 225 mil. "O mercado contará com um período para se ajustar às alterações e, provavelmente, os efeitos da medida somente poderão ser conferidos no ano que vem", diz o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes.

Segundo Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato, outras medidas para incentivar a retomada da produção, a geração de empregos e o consequente aumento da arrecadação do município estão sendo estudadas pelo setor, em conjunto com a prefeitura, nos debates inerentes à revisão da Lei de Zoneamento.

Região Metropolitana

Com exceção da capital, as demais cidades da Região Metropolitana registraram a comercialização de 1.343 unidades em setembro, aumento de 55,4% em relação ao mês de agosto, quando foram vendidos 864 imóveis. Em comparação com setembro de 2014, mês em que foram comercializadas 2.011 unidades residenciais, o recuo foi de 33,2%.

No mês de setembro, segundo a Embraesp, as demais cidades da região registraram o lançamento de 1.708 unidades, alta de 224,1% em relação a agosto (527 unidades) e queda de 9,6% em relação a setembro de 2014 (1.890 unidades).

O indicador VSO desses municípios, considerando as vendas de 12 meses, fechou em 47,6% em setembro. O desempenho de vendas manteve-se melhor do que o verificado na cidade de São Paulo, de 41,7%.


Fonte: Estadão Conteúdo



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