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Veja dicas para evitar problemas em um leilão de imóveis

É preciso prestar atenção em alguns detalhes para não cair em armadilhas

Participar de um leilão de imóveis é permitido para todas as pessoas, mas é preciso se informar sobre todos os detalhes para evitar problemas no futuro. O ideal é consultar um especialista no assunto para se preparar e pesquisar sobre o imóvel leiloado.

Wang Shi Hsin, autor do livro “Investir em Imóveis” e estruturador de negócios imobiliários, chama atenção sobre as informações importantes que o interessado no imóvel deve levantar antes de entrar em um leilão.

Para o especialista, é preciso saber o objetivo da compra do imóvel: se é para uso próprio, investimento, comercial, recreativo ou para ter renda.
“Minha dica é a de olhar pessoalmente, fazer visitas durante o dia e a noite. Se possível, saber se o local está deteriorado, se precisa de reforma. Quem entra em um leilão geralmente não tem acesso ao imóvel”, diz Wang.

O administrador de empresas Omar Gambardella foi avisado por um advogado de um imóvel que estava disponível em um leilão. Parecia uma boa oportunidade, pois ele estava 40% mais baixo do que o valor de mercado. Gambardella já tinha casa própria, mas achou que era uma boa hora para investir o dinheiro que tinha guardado. Perguntado se fez um bom negócio, o administrador diz que tem certeza de que foi uma ótima forma de adquirir um bem.

O administrador participou de um leilão extrajudicial, modalidade em que os imóveis financiados por instituições financeiras foram dados em alienação fiduciária para garantia de dívida do contrato. O advogado Cláudio Brandani explica que neste caso o processo é realizado por um leiloeiro oficial contratado pelo próprio banco.

Gambardella conta que só participou do leilão porque o evento foi promovido pelo banco e diz que essa é uma garantia de que toda a documentação do imóvel estava em dia. “Em um leilão particular, é preciso levantar a vida inteira de uma pessoa e se eu desconhecesse alguma ação, eu correria o risco de perder o imóvel”, explica.

A CEO do Leilão Vip, Cristiana Boyadjian Anjos, diz que os lances mínimos são normalmente bem abaixo do valor de mercado. Outra coisa que a especialista chama atenção é para os custos extras. “É preciso levar em conta o valor do arremate, a comissão do leiloeiro, as custas para transferência da titularidade do imóvel e, se for o caso, o do processo para desocupação”, explica Cristiana.

Se ainda tiver dúvidas, é possível acessar o suporte do leiloeiro oficial e da própria empresa que promove o leilão. “Oferecemos a todos os interessados suporte on-line de consultores, que são habilitados a auxiliar o cliente no que for necessário”, finaliza Cristiana.

Custos sempre por conta dos arrematantes:

– 5% de honorário do leiloeiro;

– ITBI – imposto municipal que é pago sempre que houver transferência de um imóvel;

– Despesas dos cartórios.


Fonte: revista.zapimoveis.com.br

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